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Notícias/POLÍTICA23/08/2026· KF News

Candidatos de 2026 viram "bilionários por engano" ao declarar patrimônio com erro de digitação ao TSE

Nas eleições de 2026, vários candidatos aparecem como bilionários nas declarações de bens entregues à Justiça Eleitoral — mas não de propósito. Os erros de digitação transformaram valores de milhares em milhões, e de milhões em bilhões, gerando declarações fora da realidade.

O caso mais chamativo é o de Pablo Marçal, do PRTB, candidato à Presidência com candidatura ainda sob análise do TSE. Ele declarou mais de R$ 7 bilhões em bens — o maior valor entre todos os candidatos. Depois, alegou erro de digitação e pediu a correção para R$ 149 milhões. No sistema do TSE, o patrimônio já aparece atualizado como R$ 149,9 milhões.

Lúcia Viana, candidata a vice-governadora do Tocantins pelo PSol, entregou a segunda maior declaração: R$ 2,07 bilhões. Entre os bens, estavam um Toyota Etios avaliado em R$ 35 milhões e uma Fiat Strada por R$ 15 milhões — carros populares que custam uma fração disso. O PSol confirmou o erro ao Metrópoles e informou que o patrimônio real de Lúcia Viana deve ficar em torno de R$ 2 milhões.

Georgia Micheletti, médica e candidata a deputada estadual pelo Acre pelo PSDB, declarou R$ 1,2 bilhão em bens, incluindo uma casa em condomínio residencial no Acre por R$ 1,1 bilhão. O PSDB confirmou que houve erro: a casa vale, na verdade, R$ 1,1 milhão. A correção já foi pedida à Justiça Eleitoral, mas o valor bilionário ainda consta no TSE.

Outros candidatos também aparecem na lista: André Silva, do MDB de Alagoas, candidato a deputado estadual, declarou R$ 548 milhões em participações de empresas. O MDB alagoano confirmou nas redes sociais que já solicitou a correção. Já Alvamiro Alves Branco, do PDT de Minas Gerais, também candidato a deputado estadual, declarou uma casa em Ibirité por R$ 400 milhões — quando o imóvel vale R$ 400 mil. O PDT mineiro confirmou o erro ao Metrópoles.

Pela regra da Justiça Eleitoral, quando há falha ou omissão na declaração de bens, o candidato, partido ou coligação é notificado e tem três dias para fazer a correção. A advogada especialista em direito eleitoral Joacinara Jansen explicou ao Metrópoles que erros na declaração "não geram, por si só, a cassação ou responsabilização criminal automática". Segundo ela, a Justiça Eleitoral pode investigar inconsistências relevantes, mas as consequências dependem das circunstâncias, da importância da informação e das provas disponíveis.

Fonte: Metropoles