
A campanha do senador Flávio Bolsonaro está otimista com os resultados das pesquisas eleitorais internas, os chamados trackings. Nesses levantamentos, o candidato aparece tecnicamente empatado com o presidente Lula em simulações de segundo turno, o que tem animado a equipe e os aliados.
A avaliação dentro da campanha é que esse resultado pode representar mais do que uma fotografia do momento. Auxiliares entendem que, diante do avanço de Flávio e de uma leve queda de Lula, a disputa pode entrar num "congelamento" até a segunda etapa da eleição. Esse cenário é considerado positivo mesmo que permaneça estável, desde que Lula não consiga abrir uma nova vantagem significativa na reta final.
A equipe reconhece que Flávio passou por uma sequência de crises nos últimos meses e que boa parte do esforço foi dedicado a administrar esses desgastes. Por isso, o período de estabilidade é tratado como um respiro, com a intenção de manter uma comunicação mais previsível e evitar que novas crises alterem o cenário eleitoral.
Com os desdobramentos envolvendo Lulinha e Marco Aurélio Ribeiro, o Marcola, respingando na campanha de Lula, integrantes da equipe de Flávio entendem que há mais espaço para controlar a narrativa e apresentar uma agenda própria.
Aliados também trabalham com a perspectiva de que, em eventual segundo turno, Flávio receba o apoio de uma parcela significativa dos candidatos da direita que disputarem a Presidência no primeiro turno, o que poderia ampliar a votação dele na etapa decisiva.
Fonte: Jovem Pan




