
O mercado físico de café no Brasil deve encerrar a semana com comercialização lenta e produtores na defensiva. A queda dos contratos futuros na Bolsa de Nova York e o recuo do dólar frente ao real estão pressionando as cotações internas, reduzindo o espaço para novos negócios. A distância entre os preços pedidos pelos vendedores e as ofertas dos compradores está grande, dificultando acordos.
Na quinta-feira, os preços ficaram praticamente estáveis nas principais regiões produtoras. No Sul de Minas Gerais, o arábica de bebida boa, safra nova com 15% de catação, foi negociado entre R$ 1.870 e R$ 1.875 por saca. No Cerrado Mineiro, o arábica de bebida dura, também safra nova e 15% de catação, ficou entre R$ 1.880 e R$ 1.885. Na Zona da Mata mineira, o café "rio" tipo 7 da safra 2026, com 20% de catação, foi cotado entre R$ 1.380 e R$ 1.385 por saca.
Em Vitória, no Espírito Santo, o conilon tipo 7 da safra 2026 ficou entre R$ 1.070 e R$ 1.075 por saca. O tipo 7/8 foi cotado entre R$ 1.060 e R$ 1.065.
Em Nova York, o contrato arábica para dezembro de 2026 recuava 1,60%, a 324 centavos de dólar por libra-peso. Os estoques certificados na ICE totalizavam 228.378 sacas de 60 quilos em 20 de agosto de 2026, com redução diária de 836 sacas. No câmbio, o dólar comercial recuava 0,29%, negociado a R$ 5,1792. Para os produtores, o câmbio menos favorável reforça a estratégia de aguardar melhores oportunidades antes de ampliar as vendas.
Fonte: Portal Agroneg.




