
O mercado internacional de café encerrou agosto marcado por forte volatilidade e comportamentos bem diferentes entre arábica e robusta. Na quinta-feira (27), o contrato de setembro do arábica fechou em queda de 4,4% na ICE Futures US, a 341,90 centavos de dólar por libra-peso. O contrato de dezembro, referência mais acompanhada pelo mercado, recuou 3,88%, para 309,65 centavos de dólar por libra-peso. Durante a sessão, chegou a bater 306,45 centavos, a menor cotação em três semanas. Na manhã de sexta-feira (28), o mercado buscava equilíbrio, com o contrato de dezembro negociado próximo de 309,60 centavos, praticamente estável.
Os estoques certificados na Bolsa de Nova York estão em nível muito baixo: apenas 224.617 sacas em 26 de agosto, contra 717.113 sacas registradas no mesmo período de 2025. Segundo a análise, se o ritmo de queda continuar, o volume pode chegar ao menor patamar em 26 anos.
As chuvas acima da média histórica em julho atrasaram a colheita e dificultaram a secagem dos grãos em importantes regiões produtoras do Brasil. Em algumas propriedades, parte do café ficou em contato com o solo, aumentando o risco de perda de qualidade. Esse fator ajuda a explicar por que as quedas nos contratos futuros não foram repassadas integralmente aos produtores, especialmente nos lotes de melhor qualidade. Em 27 de agosto, o Indicador Cepea/Esalq do arábica fechou em R$ 1.742,74 por saca de 60 kg, com queda de 3,22%. O robusta terminou a R$ 1.021,90 por saca, recuo de 1,37%. As duas variedades acumulavam quedas semanais de 4,33% e 4,15%, respectivamente.
Entre janeiro e julho, o Brasil exportou 20,7 milhões de sacas, volume 6,4% menor que o mesmo período do ano anterior. Em julho, os embarques de arábica verde caíram 8,7%, para 1,8 milhão de sacas. Já as exportações de robusta verde cresceram 84,1%, chegando a 851 mil sacas. Na avaliação da TF Agroeconômica, pesquisa com analistas aponta possibilidade de valorização de 4,6% do robusta até o fim de 2026, com cotação podendo chegar a US$ 3.900 por tonelada. Para o arábica, a expectativa mediana é de preço próximo a US$ 3 por libra-peso no encerramento do ano.
Fonte: Portal Agroneg.




