
Bruno Gagliasso, 44 anos, foi honesto sobre como o TDAH e a dislexia afetam o trabalho dele como ator. Em coletiva de imprensa realizada em Brasília, o artista contou que os dois diagnósticos — revelados por ele mesmo em 2025 — dificultam a memorização de falas.
O jeito que ele encontrou para contornar isso foi entender fundo o personagem. Em vez de decorar o texto, ele mergulha nas motivações, nos conflitos e nos porquês da história. "Sobre o meu TDAH, eu realmente não decoro texto. Eu acredito que não adianta qualquer fala ou qualquer texto sem alma, então, eu uso isso. Eu me reconheço e sei que não sou a melhor pessoa para decorar uma fala, mas eu acredito que a alma fala por si", afirmou.
Ele ainda completou: "Eu prefiro muito mais entender a situação, o porquê eu quero falar aquilo, o porquê eu estou ali, do que decorar um texto." Para Gagliasso, esse método torna a atuação mais natural e gera resultados mais dinâmicos para o público.
A declaração aconteceu durante a divulgação do seu mais novo filme, em que interpreta Honestino Guimarães, líder estudantil preso e morto em 1973 durante a ditadura militar. O longa chegou aos cinemas na quinta-feira (13/8) e mistura depoimentos de familiares e amigos de Honestino com a dramatização protagonizada pelo ator.
Fonte: Metropoles - Celebridades




