
A relação do Brasil com o automobilismo americano é marcada por décadas de conquistas. Quatro pilotos brasileiros foram campeões na IndyCar e nas categorias que a antecederam, o CART e a IRL.
Emerson Fittipaldi foi o primeiro. Ele deixou a Fórmula 1 e foi para o CART em 1984. Em 1989, correndo pela Patrick Racing, conquistou o título da categoria e venceu as 500 Milhas de Indianápolis. Em 1993, ganhou a Indy 500 de novo e causou polêmica ao trocar o leite tradicional da vitória por suco de laranja, já que era produtor da fruta.
Gil de Ferran veio depois e foi ainda mais dominante. Pela equipe Penske, ele foi bicampeão consecutivo no CART, em 2000 e 2001. Em 2003, venceu a Indy 500. E tem um recorde que permanece inalcançável até hoje: a volta mais rápida da história em circuito fechado, registrada em Fontana no ano 2000, com média de 241,428 mph, o equivalente a 388,54 km/h. As mudanças nas regras e na potência dos motores tornaram essa marca impossível de ser batida.
Tony Kanaan brilhou na IRL em 2004 com uma das temporadas mais regulares da história: completou todas as voltas de todas as corridas do ano e foi campeão. Em 2013, depois de ter liderado a Indy 500 em nove ocasiões sem vencer, finalmente conquistou a corrida. Kanaan também é recordista de largadas consecutivas na categoria, com 318 corridas, e foi várias vezes eleito o piloto mais popular entre o público americano.
Cristiano da Matta fechou o quarteto de ouro em 2002, conquistando o título do CART pela Newman/Haas com sete vitórias na temporada e igualando o recorde de quatro vitórias consecutivas da época.
Em algumas temporadas dos anos 2000, o grid da Indy chegou a ter mais de cinco brasileiros competindo ao mesmo tempo, criando uma base de fãs que rivalizava com a da Fórmula 1 no Brasil.
Fonte: Jovem Pan




