
No dia 7 de setembro, apoiadores do candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) levaram à Avenida Paulista, em São Paulo, um boneco inflável do presidente americano Donald Trump segurando uma caricatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com roupa de presidiário. O ato reuniu aliados de Flávio com duas pautas centrais: o pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e o de Lula, que disputa a reeleição nas eleições deste ano. Durante seu discurso na Paulista, Flávio disse que, se eleito, vai "declarar guerra contra os narcoterroristas" e prometeu ser o "libertador da pátria". Ele não fez nenhuma menção a Trump no palanque. Além do boneco do presidente americano, o ato contou com uma figura inflável do ministro André Mendonça, do STF, que entrou em embate direto com Alexandre de Moraes por conta do caso Master na semana anterior. Os apoiadores também levaram um painel onde qualquer pessoa podia tirar foto com a imagem de Lula sendo preso. Bandeiras dos Estados Unidos e de Israel circularam pelo evento, assim como bonés com a frase "Make America Great Again", símbolo do movimento trumpista nos EUA. Flávio é declaradamente favorável à linha dura dos Estados Unidos contra facções criminosas. No início do ano, ele esteve na Casa Branca para pedir ao governo americano que classificasse o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. A reportagem destaca que essa movimentação representou uma escalada na tensão entre Brasil e EUA, que negociavam alternativas ao tarifaço e ao combate ao crime organizado.
Fonte: Metropoles




