
O pecuarista está com mais fôlego na hora de comprar milho pro rebanho. Em agosto, a valorização do boi gordo superou a alta do cereal, melhorando a chamada relação de troca entre os dois produtos. Em São Paulo, uma arroba de boi gordo passou a comprar o equivalente a 5,3 sacas de milho de 60 quilos, resultado 2,9% melhor do que a média de julho. É o segundo melhor patamar dos últimos 13 meses, acima da média do período, que era de 4,9 sacas por arroba.
Até o dia 12 de agosto, a arroba do boi gordo em São Paulo foi negociada em média a R$ 343,93, considerando pagamento a prazo e valores livres de impostos. A alta foi de 3,9% sobre julho e de 13,7% em relação a agosto do ano passado, quando a arroba estava em R$ 302,55.
O milho, por outro lado, subiu bem menos. A saca de 60 quilos foi cotada em média a R$ 65,48 em Campinas, sem frete, com alta de 0,9% sobre julho e de 2,4% na comparação anual, quando estava a R$ 63,97. Como o boi subiu mais, a relação de troca melhorou tanto no mês quanto no ano. Há um ano, uma arroba comprava cerca de 4,7 sacas de milho. Agora, o poder de compra está 11,1% maior.
A fartura de milho no mercado ajuda a segurar os preços do cereal. Segundo o décimo levantamento da Conab, a produção brasileira das três safras está estimada em 141,7 milhões de toneladas, 0,4% acima da temporada anterior. A colheita da primeira safra está praticamente encerrada, com 99,9% da área já colhida nos nove principais estados produtores. Na segunda safra, 78,2% da área foi colhida, ritmo abaixo dos 83,7% registrados no mesmo período do ano passado.
No mercado do boi gordo, a oferta de animais terminados e a demanda dos frigoríficos seguem equilibradas, sem pressão forte sobre os preços. Esse cenário favorece especialmente os sistemas de confinamento e semi-confinamento, nos quais o milho representa uma fatia importante dos custos com alimentação.
Fonte: Portal Agroneg.




