
O Brasil registrou superavit de US$ 7,06 bilhões na balança comercial em julho de 2026. Os dados foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços nesta quinta-feira, dia 6 de agosto de 2026. A balança comercial é a diferença entre o que o país vende e o que compra do exterior, e o resultado afeta diretamente a entrada de dólares no país e o controle da taxa de câmbio.
O saldo de julho superou o do mesmo mês em 2025, mas ficou abaixo do superavit de junho deste ano, que passou da faixa de US$ 9 bilhões. A queda de um mês para o outro aconteceu porque as importações cresceram proporcionalmente mais do que as exportações.
O Brasil vendeu US$ 34,1 bilhões ao exterior em julho, alta de 6,2% em relação a julho de 2025. As importações somaram US$ 27 bilhões, com crescimento de 7,6% no mesmo período. A corrente de comércio total chegou a US$ 61,1 bilhões. O saldo avançou apenas 1% em relação aos US$ 7 bilhões registrados doze meses antes.
Os principais produtos que impulsionaram as exportações foram o petróleo bruto, com alta de 23,8% e receita de US$ 960 milhões, e a soja em grãos, com crescimento de 17,4% e US$ 870 milhões. A agropecuária e a indústria extrativa sustentaram o desempenho do setor, segundo avaliação do ministério.
No comércio com outros países, a China foi o maior destino das exportações brasileiras, comprando US$ 10,6 bilhões em julho, alta de 8,6% em relação a 2025. Os Estados Unidos reduziram as compras em 5% e gastaram US$ 3,6 bilhões com produtos brasileiros. A Argentina também recuou 13,9%, ficando em US$ 1,4 bilhão.
Fonte: Poder360




