
Um dia após tomar posse como presidente da Colômbia, o conservador Abelardo de la Espriella já enfrentou seu primeiro incidente de segurança: um ataque com explosivos registrado no sudoeste do país, neste sábado, dia 8, conforme divulgado pelo exército colombiano.
De la Espriella tinha assumido o cargo na sexta-feira, na cidade de Cali. Na cerimônia de posse, ele mandou um recado direto para os grupos armados ilegais, dizendo que eles têm "dois caminhos: submeter-se ao império da lei ou enfrentar a força pública".
O ataque aconteceu no pedágio de Mandiva, na rodovia Panamericana, a principal estrada do sudoeste colombiano. Dois vigilantes que trabalhavam no local ficaram feridos, mas sem gravidade. Um deles relatou que um veículo foi abandonado no pedágio e depois detonado por uma pessoa que fugiu numa motocicleta.
Com base em informações preliminares, o exército colombiano indicou que o ataque teria sido cometido pelas facções Dagoberto Ramos e Jaime Martínez, que fazem parte das dissidências das extintas FARC — a guerrilha que não aderiu ao acordo de paz assinado há dez anos com o Estado colombiano.
Militares com cães treinados percorrem a área para verificar se há outros artefatos explosivos. A ministra dos Transportes, Elsa Noguera, condenou o que chamou de "atentado terrorista" e afirmou, em sua conta no X, que "a Colômbia não vai se ajoelhar diante da violência nem permitir que destruam as obras que conectam nossas regiões". Ela acrescentou que equipes trabalham para restabelecer a circulação na rodovia.
Fonte: Jovem Pan




