
A capacidade de armazenar a beterraba após a colheita está ganhando força no campo como forma de reduzir riscos e aumentar a rentabilidade do produtor. Em vez de vender logo que colhe, o agricultor pode guardar o produto e esperar um momento mais favorável no mercado.
O problema é conhecido: quando muitos produtores colhem ao mesmo tempo, a oferta aumenta e os preços caem. Quem não tem estrutura de conservação precisa vender rápido pra não perder qualidade, abrindo mão de uma margem maior de lucro.
O especialista em bulbos e raízes Samuel Sant'Anna defende que o armazenamento funciona como uma ferramenta de proteção diante das oscilações do mercado. "O produtor sempre buscou produzir mais. Agora, ele também precisa produzir com liberdade para comercializar. Quando a raiz mantém sua qualidade por vários meses, deixa de existir a obrigação de vender rapidamente. Isso muda completamente a estratégia de comercialização", afirma.
Além da flexibilidade comercial, conservar bem o produto reduz as chamadas perdas invisíveis — aquela parte da produção que vai fora ou é vendida com desconto por não estar no padrão do mercado. Raízes uniformes, firmes e bem apresentadas têm mais aceitação entre distribuidores, atacadistas e redes de supermercados.
Sant'Anna também destaca a beterraba Triton F1, que tem ciclo de 80 a 90 dias, coloração roxa intensa, boa sanidade e se adapta a diferentes regiões do Brasil. O maior diferencial, segundo ele, é a durabilidade: mantida em câmara fria, a cultivar pode conservar firmeza, cor e qualidade comercial por quatro a seis meses, dando ao produtor mais tempo e mais opções na hora de negociar.
Fonte: Portal Agroneg.




