
Aécio Neves, do PSDB, confirmou nesta sexta-feira (28/8) que vai disputar uma vaga no Senado por Minas Gerais, voltando atrás de uma decisão anterior de não concorrer nas eleições deste ano. Em coletiva de imprensa em Belo Horizonte, ele revelou que antes de mudar de ideia, recebeu apoio de candidatos tanto do PT quanto do PL. "O telefone não parou nesses últimos dias", disse o tucano.
Segundo Aécio, os incentivos vieram da esquerda e da direita, com compromissos ligados a candidaturas do PT e do PL a outros cargos. Apesar disso, ele não revelou quais candidatos manifestaram esse apoio. "É possível até que aqueles que tenham uma identificação ideológica, num ou no outro campo, possam compreender que é necessário ter alguém que dialogue com os dois extremos", afirmou.
Ele explicou que sua intenção era se dedicar à presidência do PSDB e à reconstrução nacional do partido, mas que as circunstâncias políticas mudaram. "Em 22 não existiam essas circunstâncias que hoje me fazem aceitar esse desafio", declarou.
Aécio vai concorrer na chapa encabeçada por Alexandre Kalil (PDT) ao governo de Minas. Sobre o PDT apoiar o presidente Lula (PT) nacionalmente, disse respeitar a posição da sigla, mas quer se apresentar como candidato de centro, capaz de dialogar com diferentes grupos políticos.
Na pesquisa Real Time Big Data divulgada na quinta (27/8), Marília Campos (PT) lidera com 24% das intenções de voto no consolidado dos dois votos para o Senado, seguida por Carlos Viana (PSD) e Domingos Sávio (PL), ambos com 13%, Marcelo Aro (PP) com 12% e Áurea Carolina com 9%. Aécio não foi testado na pesquisa.
Fonte: Metropoles




