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Notícias/SAÚDE07/09/2026· KF News

Acupuntura pode ajudar no tratamento da ansiedade, mas não substitui o acompanhamento médico

A ansiedade é um problema de saúde que atinge cerca de 359 milhões de pessoas no mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. A condição pode causar tanto sintomas psicológicos quanto físicos, como taquicardia, falta de ar, tremores, suor excessivo, tensão muscular e problemas no sono. O tratamento varia conforme a intensidade dos sintomas e o impacto na vida de cada pessoa.

Entre as alternativas buscadas por muitos pacientes está a acupuntura, técnica milenar chinesa que usa agulhinhas em pontos do corpo conhecidos como meridianos, onde estão terminações nervosas, musculares e tendões. O estímulo nesses pontos pode levar ao relaxamento e ajudar em casos de ansiedade e estresse.

O psiquiatra Luiz Carlos Souza Sampaio, presidente do Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura, explica que alguns estudos mostram que a acupuntura age no sistema nervoso autônomo, regulando os sistemas simpático e parassimpático, e pode estimular a liberação de substâncias como serotonina e opiáceos endógenos, que modulam o humor e têm efeito calmante. Porém, ele alerta que quase todos esses trabalhos são considerados inconclusivos por conta de falhas metodológicas.

O psiquiatra Luiz Scocca, do Hospital das Clínicas da USP, membro da Associação Brasileira de Psiquiatria e da Associação Americana de Psiquiatria, reforça que a acupuntura é uma terapia complementar e nunca deve substituir os tratamentos baseados em evidências científicas. Ele lembra ainda que o fato de uma prática ser natural não garante eficácia nem ausência de riscos.

Sampaio destaca que, antes de iniciar a acupuntura, é preciso ter um diagnóstico correto. A ansiedade só se torna um transtorno quando é excessiva, persistente e limita a vida da pessoa. Para quem precisa de tratamento, a psicoterapia — especialmente a terapia cognitivo-comportamental — é uma boa opção. Em casos mais intensos, o médico pode indicar medicamentos como antidepressivos. Praticar atividade física ao menos 150 minutos por semana também é apontado como um dos pilares do bem-estar mental.

Fonte: Metropoles - Saúde