
O açúcar fechou a segunda-feira (17) a R$ 99,94 por saca de 50 quilos no mercado paulista, com alta de 2,08% no dia. No acumulado de agosto, a valorização chegou a 9,22%. Convertido em dólar, o valor correspondeu a US$ 19,23 por saca.
Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a alta é puxada pela menor disponibilidade de açúcar no Centro-Sul. Com isso, as usinas passaram a negociar com mais firmeza e reduziram os descontos. Do lado comprador, o movimento é de cautela: parte dos agentes evita ampliar compras depois de uma alta tão rápida, o que limita o volume de negócios no mercado à vista.
Nas bolsas internacionais, o movimento também foi de alta. Em Nova York, na ICE Futures US, o contrato do açúcar bruto com vencimento em outubro de 2026 subiu 1,6%, fechando a 16,87 centavos de dólar por libra-peso. O contrato de março de 2027 fechou a 17,89 centavos, alta de cerca de 1,5%. Em Londres, na ICE Futures Europe, o contrato de outubro de 2026 subiu US$ 11,80 e fechou a US$ 523,00 por tonelada. Dezembro de 2026 avançou para US$ 519,10, e março de 2027 fechou a US$ 519,60 por tonelada.
A possível atuação do El Niño preocupa quem produz cana-de-açúcar e beterraba em várias regiões do mundo. Consultorias revisaram suas estimativas para a safra 2026/27, todas apontando para déficit. A Covrig Analytics passou de superávit de 100 mil toneladas para déficit de 300 mil. A Green Pool elevou sua estimativa de déficit de 1,76 milhão para 3,3 milhões de toneladas. A StoneX ampliou a projeção de 550 mil para 1,7 milhão de toneladas. A Czarnikow, que antes previa superávit de 1,4 milhão de toneladas, agora estima déficit de 100 mil toneladas.
O etanol hidratado recuou levemente no dia, com o Indicador Diário de Paulínia fechando a R$ 2.352,00 por metro cúbico, queda de 0,13%. Mesmo assim, o biocombustível acumula alta de 10,42% em agosto.
Fonte: Portal Agroneg.




