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Notícias/AGRONEGÓCIO28/08/2026· KF News

Açúcar dispara em Nova York e Londres com chuvas no Brasil e queda prevista de 19% na produção europeia

O mercado internacional do açúcar encerrou a quinta-feira (27) com forte alta nas bolsas de Nova York e Londres, atingindo o maior patamar de agosto. Três fatores principais puxaram as cotações para cima: as chuvas no Centro-Sul do Brasil, que atrasaram a colheita da cana-de-açúcar; o aumento da produção de etanol pelas usinas brasileiras, após a recuperação dos preços do biocombustível; e a previsão de queda de 19% na produção de açúcar da União Europeia na safra 2026/27, que pode recuar de 16,5 milhões para 13,4 milhões de toneladas por causa de ondas de calor e tempo seco que prejudicaram a beterraba sacarina.

Em Nova York, na ICE Futures US, o contrato de açúcar bruto com vencimento em outubro de 2026 subiu 3,4%, fechando a 18,19 centavos de dólar por libra-peso. Em Londres, na ICE Futures Europe, o contrato de março de 2027 avançou US$ 18,30, encerrando a US$ 532,80 por tonelada, com os primeiros vencimentos registrando as maiores altas do dia.

A Índia também movimentou o mercado. O governo indiano autorizou a importação de até 1 milhão de toneladas de açúcar bruto com isenção de impostos até 31 de outubro, uma decisão que surpreendeu porque o país é o segundo maior produtor mundial e, em condições normais, é um dos maiores exportadores. A última vez que a Índia fez compras externas relevantes foi na temporada 2017/18.

No mercado interno, o Indicador do Açúcar Cristal Branco Cepea/Esalq registrou a saca de 50 kg a R$ 110,59, alta diária de 2,42% e avanço de 20,86% em agosto. O etanol hidratado em Paulínia foi negociado a R$ 2.420 o metro cúbico, com alta de 0,90% no dia e acumulado de 13,62% no mês.

Fonte: Portal Agroneg.